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Red Ballon


Vacinação de adolescentes
07/07/2006

Vacinar os filhos quando criança é tarefa que os pais, mesmo os menos experientes, já têm incorporada ao calendário de saúde familiar. A imunização de adolescentes, entretanto, é um conceito novo não só para pais como também para alguns médicos.

Tão imprenscindível quanto a infantil, a vacinação de adolescentes caminha lentamente para a conquista do seu espaço, já que esbarra em dois entraves: de um lado os pais que ainda têm a cultura de que a responsabilidade da vacinação encerra-se aos 7 anos e, de outro, a falta de indicação dos médicos que, na maioria dos casos, não ocorre porque, ao contrário do que acontece com crianças e adultos, não é habitual os pais levarem o filho adolescente ao consultório médico, a não ser que esteja doente.

Decorre daí a constatação da Sociedade Brasileira de Pediatria de que mais de 50% dos adolescentes do país não toma o reforço de vacinas recomendado.

“Se nosso desejo como pais e como médicos for a prevenção e não só o tratamento de doenças, a imunização dos jovens contra os males de adultos torna-se imprescindível”, enfatizou o Dr. Maurício de Souza Lima, médico hebiatra dos Hospital das Clínicas, em entrevista à Revista Veja (edição de 14/06/06).

Para que, no futuro, algumas doenças não ressurjam ou disseminem, pelo menos 90% da população jovem deverá ser imunizada. E para que a vacinação juvenil passe a fazer parte do calendário de saúde familiar brasileiro, será preciso apoiar-se na conscientização.

No quadro abaixo estão relacionadas as vacinas indicadas aos adolescentes.

Hepatite B – são três doses ministradas entre 11 e 19 anos.
Incorporada recentemente ao calendário oficial de vacinação de adolescentes, a vacina contra a Hepatite B oferece 95% de eficácia. Considerando-se que a doença pode ser sexualmente transmitida e que o adolescente brasileiro inicia a vida sexual, em média entre os 14 e 15 anos, é de suma importância a observação da idade inicial para imunização, já que a Hepatite B pode ocasionar distúrbios hepáticos graves como cirrose e carcinoma hepatocelular.
Cerca de 40% dos jovens brasileiros de até 19 anos não foram vacinados contra a Hepatite B

Hepatite A – são indicadas duas doses a partir dos 11 anos.
A doença, que é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados e de pessoa para pessoa, apesar de ser mais comum em crianças, torna-se mais grave em pacientes com mais idade. O vírus produz inflamação e necrose do fígado.

Meningocócica C Conjugada – dose única até 24 anos
Quem não foi imunizado na infância deve receber a vacina, que previne contra a meningite bacteriana, doença que pode atingir o cérebro e causar infecção generalizada e que se desenvolve rapidamente, podendo ser fatal. Estima-se que entre 10 e 20% das pessoas atingidas pela bactéria vai à óbito.

Sarampo, caxumba e rubéola – apenas uma dose entre 11 e 19 anos
Apesar do inconveniente dos sintomas do sarampo, a caxumba e a rubéola são as doenças mais graves do grupo. A caxumba pode provocar danos ao sistema nervoso central e, em alguns casos raros, infecção dos testículos, podendo causar esterilidade em adolescentes do sexo masculino. A rubéola, se for contraída por mulheres grávidas, pode levar ao aborto ou colocar o bebê em risco de surdez, glaucoma/catarata, alterações cerebrais e retardo mental.

Tétano e Difteria – são três doses, sendo a primeira entre 11 e 19 anos no caso de não ter sido ministrada na infância. Se o calendário infantil estiver completo, o reforço é somente a cada dez anos a contar da última dose.
A vacina contra o tétano e a difteria faz parte do grupo de vacinas que perdem a eficiência depois de alguns anos. Por isso o reforço é necessário.

Varicela(Catapora) – são duas doses a partir dos 13 anos.
A varicela ou catapora é uma das doenças que pode ressurgir na adolescência com maior virulência, ou seja, quando se manifesta em jovens e adultos os sintomas como febre e lesões na pele são agravados. Além disso, complicações do tipo herpes-zoster e pneumonia podem ocorrer. Pelo menos 20% dos adolescente brasileiros estão suscetíveis à doença.

Febre amarela – a primeira dose é dada entre os 10 e os 20 anos.
A vacina é indicada aos jovens que vivem em áreas de risco (zonas rurais, regiões de cerrado, florestas) e deve ser reforçada a cada dez anos.

As vacinas contra Hepatite A,Varicela e Meningocócica C Conjugada nem sempre são encontradas no Serviço Público de Saúde.

Uma outra vacina que deverá ser incluída no Quadro de Vacinação do Adolescente é a contra o HPV, ou vírus papiloma humano, um dos principais causadores de morte em mulheres no país. O HPV que é transmitido sexualmente, é o grande responsável pelo câncer de colo de útero e atinge principalmente mulheres no início da vida sexual .Estima-se que apenas três doses da vacina serão suficientes para controlar o vírus.




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