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São Paulo, 16 de agosto de 2017   
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Dúvidas mais comuns > Anorexia e bulimia

 

Anorexia e bulimia
Meu Deus! Como estou gorda!
  A alimentação na adolescência é muito importante, pois nesta fase o indivíduo adquire cerca de 25% da estatura final e 50% do peso adulto.
A inadequação alimentar pode variar desde a exclusão de refeições até transtornos mais graves como a anorexia e a bulimia.

Anorexia Nervosa

  A pessoa passa a ter uma enorme preocupação com o peso. A busca da magreza torna-se o principal objetivo da vida. Há uma distorção da imagem corporal, acompanhada de um grande pavor de engordar. Mesmo bastante emagrecidos, os pacientes acham que estão gordos, barrigudos, com as pernas grossas, etc.

Comportamentos geralmente observados para perder peso:

  • dietas rigorosas (acham que até a pasta de dentes pode fazê-los engordar)
  • períodos de jejum prolongados
  • exercícios físicos em exagero
  • uso de laxantes
  • uso de diuréticos
  • inibidores do apetite
  • vômitos provocados

Incidência da anorexia

  1% da população, mas este número provavelmente é subestimado, uma vez que só procuram o serviço médico quando estão muito doentes. Geralmente ocorre a partir dos 13 anos (atualmente observamos casos que se iniciam em idades mais precoces). É nove vezes mais freqüente em mulheres do que em homens.

  Aproximadamente 15% das pessoas que têm anorexia acabam morrendo em conseqüência das complicações que a doença causa.

Algumas características das pessoas que apresentam anorexia

  Pernas e braços finos, olhos fundos, ossos saltados, pele seca, lábios secos e quebradiços, queda de cabelos, irritabilidade, perda do interesse sexual, insônia, anemia, depressão, ausência ou irregularidade da menstruação.

Critérios médicos para o diagnóstico da anorexia

Geralmente por dois métodos:

  1. Peso corporal mantido em pelo menos 15% abaixo do esperado para a idade e altura (verificação por gráficos utilizados em consultas médicas).
  2. Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 17,5

Como calcular o IMC:
O Índice de Masa Corpórea é resultado do Peso (em quilos) dividido pela altura ao quadrado (em metros).

Exemplo para Peso de 60 Kg e Altura de 1.65 m
Altura ao quadrado = 1.65 x 1.65 = 2.72
60 / 2.72 = 22

  Consideramos normais os valores entre 20 e 25. Abaixo de 17,5 pode significar um transtorno alimentar como anorexia, por exemplo. Acima de 25, dizemos que o paciente tem sobrepeso ou, dependendo do valor, podemos classificá-lo como obeso ou obeso mórbido.

Bulimia Nervosa

  Ataques repetidos de grande ingestão de alimentos (episódios bulímicos) seguidos de prevenção de ganho de peso. Cerca de 15 mil calorias podem ser ingeridas em um único episódio bulímico. Normalmente uma pessoa necessita aproximadamente de 2 a 3 mil calorias por dia. Durante os episódios de descontrole alimentar, os bulímicos comem muitos doces e outros alimentos calóricos.

  Os bulímicos que provocam vômito podem apresentar marcas nas mãos como calos ou feridas permanentes. Essas marcas aparecem em função da freqüência com que introduzem a mão na boca com a finalidade de estimular o vômito. Também pode ocorrer o aumento das glândulas salivares como acontece com a pessoa que está com caxumba.

Idade

  Da adolescência até os 40 anos. Atualmente percebe-se um grande aumento do número de casos na adolescência.

Incidência da bulimia

  Estima-se que seja 2% da população feminina, mas este número também deve ser inferior à realidade. Muitas pessoas que têm a doença não procuram orientação médica.

  Existem bulímicos com peso normal ou até com peso acima do esperado para idade/altura.

Profissões de maior risco

  Jóqueis, atletas, bailarinas, modelos (pessoas ligadas à moda em geral).

Alguns comportamentos geralmente observados

  • Após as refeições, ficam longos períodos no banheiro (provocando o vômito). Para que as outras pessoas da casa não escutem seus vômitos, costumam ligar um rádio ou abrir o chuveiro.
  • Uso indevido de laxantes e diuréticos.
  • Excesso de exercícios físicos, deixando de comparecer a atividades sociais.

Tratamento

  Geralmente as pessoas buscam ajuda de pediatras, hebiatras, ginecologistas, endocrinologistas e clínicos gerais. Após o diagnóstico, deve ser feito um encaminhamento para o psiquiatra. O médico que fez o diagnóstico também pode acompanhar a evolução da doença. Deve haver, portanto, uma equipe multiprofissional (clínico, psiquiatra, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional e enfermeiro) envolvida no tratamento. Em alguns casos, a família também precisa de psicoterapia.

  O tratamento pode ser ambulatorial, mas algumas vezes a internação deve ser indicada.


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