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São Paulo, 17 de dezembro de 2017   
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Métodos Anticoncepcionais
Veja aqui a descrição de 14 métodos anticoncepcionais.
Em cada um deles temos 3 explicações:
• Como funciona
• Segurança anticoncepcional
• Proteção contra as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Aids).
• Obs: Quando o método oferece proteção somente contra a gravidez, (não oferece proteção contra as DSTs), é necessário utilizar a camisinha. Essa estratégia se chama “dupla proteção”.

No final da apresentação dos métodos, temos as perguntas mais freqüentes feitas por adolescentes e pais. O conhecimento dos métodos anticoncepcionais é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

A) Métodos Comportamentais ou Naturais

Estão relacionados ao conhecimento dos chamados “dias férteis” (dias mais prováveis de ocorrência de ovulação).

1- Tabelinha

Também conhecido como Calendário, Ritmo ou Ogino-Knaus
• Como funciona: de acordo com a duração dos ciclos menstruais, determina-se o período mais provável da ovulação (período fértil).
• Segurança anticoncepcional: podem existir inúmeras falhas. Não é considerado um método seguro.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

2- Método de Billings
• Como funciona: Consiste na observação da viscosidade do muco cervical. Uma “secreção” natural parecida com clara de ovo que sai pela vagina quando a mulher está no período fértil. As adolescentes descrevem o aumento da “umidade vaginal” nessa época do ciclo menstrual.
• Segurança anticoncepcional: podem existir falhas. Não é considerado um método seguro.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

3- Método da Temperatura Basal
• Como funciona: É baseado nas variações térmicas que devem ser registradas diariamente pela manhã, com a finalidade de determinar a ocorrência da ovulação. A temperatura sofre um ligeiro aumento.
• Segurança anticoncepcional: podem existir falhas. Não é considerado um método seguro, principalmente na adolescência.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

B) Métodos de barreira ou mecânicos


4- Camisinha, ou Preservativo Masculino
• Como funciona: é um método anticoncepcional utilizado por aproximadamente 45 milhões de casais em idade reprodutiva em todo o mundo. É uma capa feita para cobrir e se ajustar ao pênis ereto do homem e formar uma barreira física entre o pênis e vagina. É feito de uma lâmina fina de borracha de látex. Alguns são lubrificados com silicone ou lubrificantes à base de água, e alguns são revestidos com espermicidas além do lubrificante.
• Segurança anticoncepcional: é um método seguro se utilizado corretamente.
• Proteção contra DSTs: oferece ótima proteção.
OBS: Não pode ser usado ao mesmo tempo com a camisinha feminina. Também não se deve colocar 2 preservativos com a intenção de maior proteção. Nestes casos a possibilidade de rompimento do preservativo é maior. Observe sempre a data de validade.

5 - Camisinha Feminina ou Preservativo Feminino
• Como funciona: criado em 1992 na Dinamarca é uma bolsa de plástico leve, frouxa, que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa. A bolsa possui um anel leve e flexível em cada extremidade. A extremidade fechada do preservativo feminino é inserida até o fundo da vagina. O anel aberto permanece do lado de fora da vagina após a inserção, protegendo os lábios e a base do pênis durante o ato sexual. O produto é pré-lubrificado e serve para ser utilizado apenas uma vez.
Assim como a camisinha masculina, forma uma barreira física entre o pênis e a vagina, impedindo a passagem de esperma através do trato genital feminino.
• Segurança anticoncepcional: é um método seguro se utilizado corretamente.
• Proteção contra DSTs: Oferece ótima proteção.
• OBS: Não pode ser usado ao mesmo tempo com a camisinha masculina.

6 – DIAFRAGMA
• Como funciona: é uma cúpula de borracha ou látex que se acopla ao colo do útero. Não é muito utilizado por adolescentes. É colocado pela mulher antes da relação sexual e deve ser retirado somente depois de 6 horas.
• Segurança anticoncepcional: é um método seguro se utilizado corretamente.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.


7 – Coito interrompido (Ejacular fora da vagina)

• Como funciona: baseia-se no fato do garoto pressentir o momento da ejaculação e retirar o pênis da vagina antes que ela ocorra. É bastante utilizado por adolescentes.
• Segurança anticoncepcional: não é seguro.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

C) Métodos Hormonais
8- Pílula

• Como funciona: A pílula anticoncepcional é, sem sombra de dúvida, o método contraceptivo mais popular em todo o mundo, particularmente entre as adolescentes. No entanto, o uso inadequado com maior índice de falhas do método ocorre entre as adolescentes.
No que tange as pílulas de baixa dosagem de hormônios (20, 30 ou 35ug de etinilestradiol), estas têm a vantagem de menor incidência de efeitos colaterais, mantendo-se a eficácia, desde que tomadas com regularidade.
• Segurança anticoncepcional: A contracepção hormonal oral é um método bastante seguro e eficaz, se usado corretamente.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

9 - ANTICONCEPÇÃO ORAL DE EMERGÊNCIA
• Como funciona: A anticoncepção oral de emergência ajuda a prevenir gestações indesejadas e, conseqüentemente o aborto clandestino, prevenindo a gravidez após uma relação sem proteção anticoncepcional. É também conhecida como pílula do dia seguinte. Como nome diz, deve ser usada na EMERGÊNCIA e não rotineiramente. Os jovens precisam ser melhor orientados em relação a sua utilização.

Este método evita a gravidez por vários mecanismos, sendo que todos interferem na fecundação, que é a união do óvulo com o espermatozóide. Os efeitos mais estudados são a inibição ou o retardo da ovulação, que dependem do período do ciclo em que acontece o coito e a tomada das pílulas. Outros estudos mostram que interfere na capacitação dos espermatozóides e no transporte dos espermatozóides e do óvulo através do trato genital feminino. A anticoncepção oral de emergência não afeta a implantação de um óvulo já fecundado nem interrompe uma gravidez já estabelecida.

• Segurança anticoncepcional: A eficácia sobre a interferência na fecundação é maior quanto menor seja o tempo entre o coito e a ingestão das pílulas. Isso explica porque a anticoncepção de emergência é mais efetiva quanto mais precocemente depois do coito seja tomada.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

10 -ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL TRIMESTRAL
• Como funciona: Uma injeção de hormônio tomada a cada 3 meses. É um método altamente eficaz tendo indicação na adolescência para aquelas pacientes que não toleram outros métodos ou não os usam corretamente. A descontinuidade deste método é muito elevada entre jovens pelo aumento do peso corpóreo.
• Segurança anticoncepcional: oferece boa segurança
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

11- ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL MENSAL
É de administração simples e diminui a probabilidade de esquecimento. As vantagens em relação aos injetáveis trimestrais são a menor incidência de alterações menstruais e menor o ganho de peso.
• Segurança anticoncepcional: É um método tão eficaz quanto o anticoncepcional oral
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

11- IMPLANTE
• Como funciona:Consiste de um bastonete de 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, colocado abaixo da pele.
É um método de longa duração. O implante geralmente permanece por um período de 3 anos. O retorno da fertilidade ocorre rapidamente após a remoção. Pode ser usado como coadjuvante no tratamento da dismenorréia (dor durante a menstruação).
• Segurança anticoncepcional: É um método muito eficaz
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

12 - DISPOSITIVO INTRA UTERINO - DIU
• Como funcionam: Existem dois tipos de DIU, os DIU medicados e os não-medicados.

1 -DIU de Cobre: são feitos de plástico, com filamento de cobre enrolado em sua haste vertical.

2 -DIU que libera hormônio: são feitos de plástico e a haste é envolvida por uma cápsula que libera continuamente pequenas quantidades de levonogestrel (hormônio).

Os efeitos colaterais mais comuns são:
Amenorréia (parada da menstruação): 20% em 1 ano e 50% em 5 anos.

É um método de longa duração. Depois de colocado pelo médico permanece no útero entre 5 e 7 anos. Não interfere nas relações sexuais; não diminui o apetite sexual nem o prazer.
• Segurança anticoncepcional: É um método muito eficaz
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

13 - ADESIVO ANTICONCEPCIONAL
• Como funciona: consiste de uma combinação de 2 hormônios (um progestogênio e um estrogênio), liberados de forma contínua por sete dias, através de adesivos cutâneos. A absorção cutânea é muito eficiente, mantendo um nível contínuo de hormônios que garantem alta eficácia.
Os adesivos vêm em embalagens contendo três unidades. Na primeira vez, deve-se começar entre o primeiro e o quinto dia do ciclo. Cada adesivo deve ficar colocado por sete dias. Após esse período será trocado por um novo. Depois de completar sete dias com o terceiro adesivo, a mulher deverá retirá-lo e ficar sem adesivo por sete dias e iniciar um novo ciclo.
• Segurança anticoncepcional: É um método muito eficaz.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

D) Método Cirúrgico

14 - Ligadura Tubária


Como funciona: Cirurgicamente fecha-se a passagem pela tuba uterina. Só deve ser indicada para adolescentes em condições muito especiais, com o devido suporte legal.
• Segurança anticoncepcional: É um método muito eficaz.
• Proteção contra DSTs: Não oferece proteção.

 

Questões comuns relacionadas ao uso de anticoncepcionais

• COMO AGEM AS PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS?
Inibem a ovulação e tornam o muco cervical espesso dificultando a passagem do espermatozóide.

• A PILULA ANTICONCEPCIONAL PODE DAR CÂNCER?
A chance de adquirir neoplasia (câncer) com o uso de anticoncepcionais hormonais orais é praticamente inexistente. O carcinoma de mama não teve incidência aumentada pelo uso das pílulas, parecendo haver efeito protetor contra doenças benignas (doença fibrocística, fibroadenomas).
A usuária de pílula tem quatro vezes menos chance de desenvolver doença inflamatória pélvica se comparado às usuárias de dispositivo intra-uterino de cobre.
O risco de fenômenos tromboembólicos (relacionados a distúrbios na coagulação do sangue) em adolescentes sadias é quase nulo.

• A ADOLESCENTE QUE TOMA PÍLULA TEM MAIS CHANCE DE MORRER?
O risco de morte em adolescentes utilizando pílula contraceptiva é praticamente nulo. Não existe relato na literatura de nenhum óbito atribuível à pílula em usuárias com menos de 18 anos.
São métodos muito eficazes quando usados correta e consistentemente. Por isso é fundamental uma avaliação médica antes da opção de se iniciar o uso dos anticoncepcionais orais. Não se deve começar a tomar a pílula simplesmente porque a amiga está tomando. Sempre consulte um médico para saber se você não tem nenhuma contra-indicação ao uso.

• O QUE O MÉDICO DEVE SABER PARA INDICAR UM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL PARA ADOLESCENTES?

Para indicar um método contraceptivo, o médico deve ter conhecimento de algumas características próprias dos adolescentes. O imediatismo, o pensamento mágico, a sensação de invulnerabilidade, fazem parte do dia a dia dos jovens. Essas características precisam ser levadas em consideração na hora da prescrição do método contraceptivo mais adequado.

• POR QUE OS ADOLESCENTES SEXUALMENTE ATIVOS DEVEM FAZER USO DE MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS?

No adolescente sexualmente ativo podemos observar problemas como: a gravidez não planejada, os abortamentos induzidos, as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) , AIDS e o câncer do colo uterino.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base nos censos de 1991 e 2000, a faixa de idade entre 10 a 14 anos apontou um crescimento do número de meninas grávidas.

• OS ADOLESCENTES PODEM USAR QUALQUER MÉTODO ANTICONCEPCIONAL?

Não. Embora existam vários modos de se evitar a gravidez, alguns não devem ser utilizados pelos adolescentes. A camisinha masculina deve fazer parte de todas as relações sexuais. Ela só não deve ser usada quando a mulher está com a camisinha feminina. Neste caso ocorre o risco de rompimento.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: A prescrição médica de anticoncepcionais têm gerado muita polêmica quanto aos seus aspectos éticos e legais. A Constituição Brasileira, no artigo 226, garante o direito ao planejamento familiar livre de coerção. O Estatuto da Criança e do Adolescente (lei nº 80069 de 13/07/1990) garante, no artigo 11, “o atendimento médico a criança e ao adolescente, por meio do Sistema Único de Saúde, garantindo o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde”.
Sabendo que a atividade sexual desprotegida pode comprometer a saúde de adolescentes, fica claro o nosso papel na realização de atividades educativas e preventivas no que tange ao tema Anticoncepção na Adolescência.


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